segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Esquizo...bem mal...
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Retorno
Que foi este sopro que me deu a vontade?
Que foi esta loucura que me achou num beco vazio?!
E quem disse que queria este amor?
Sim é verdade... desespero!
E sozinha duvido do meu sentir, questiono a minha força... e tento à força esquecer a luz que me levantou...
E tudo é só mais um agoniante desencanto... e as memórias ferem uma vez mais o meu descontrolado ser! Mas eu espero...
Um dia a luz lembrar-se-á que minha alma foi quem denunciou o meu desejo... e saberá mais que tudo, aquilo que mais anseio...
E de novo quebram-se as muralhas e dar-me-ei sem medo!
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
10-10-20002/ 10-10-2008
Para que lado vamos?!
Onde sua sombra nos mostra aquela beleza, que sob o enfeitiçamento nos prende à fantasia!
Quantas vezes o vivemos?
Todos os instantes em que nos rendemos ao prazer de imaginar e sentir!
Outra vez amanhã!
Esfrego os olhos e respiro intensamente! Não posso fugir!
Dou uns primeiros passos, cambaleio no meu corpo... tento contrariar os músculos, tento inexplicavelmente perder as forças, para tão simplesmente cair!
O corpo reage! Soldado fiel da mente... Por rápidos e alucinantes momentos, a recordação domina-me...
Surpreendente... mais uma angústia que me ampara!
Ainda me dá o passado, e tudo o que nele quis ser...
Daqui até à raiva, é pouco o tempo... As lágrimas insistem em ser sangue!
E eis que a altiva mente prepara mais uma caça... e mais recordações assombram o desejo e a vontade!
Saio à rua... Agora tudo o que vejo é encoberto pelo desespero que abafa o sentir!
E a dor é tão momentânea como a raiva!
Como seria feliz se pudesse controlar a dor infinita! Mas não há cura para a dor...
Amanhã tornarei a acordar! E assim vivo... até que a mente se canse de confundir a memória, o sentir e o viver!
E no fim acordo e penso: outra vez aqui!
Outra vez amanhã...
Tu...
Presumo que não...
Também foges, não sou só eu!
Não consegues só sentir?!
Não pode ser nada sério...
Que interessa o resto quando estamos juntos?
Inexplicavelmente fazes-me sentir tão bem, tão livre!
Como não consegues sentir? Que medo te aprisiona à fuga?
Não deixo de pensar! Sabes isso?
Presumo que não...
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
20-10-2000
Vestem-se de reis, falam silenciosamente como os sapos, choram adeus como as hienas e riem descontroladamente!
E são todos tão diferentes! E julgam-se tão iguais a si mesmos! São pobres felizes...
Não sabem, ainda, que ele virá para levá-los...
E cantam, dançam e riem, sem medo!
E dia acontece e todos são consumidos pela lava do vulcão sem terra...
E assim tudo acaba! Todos, nos despedimos da terra...
Acabamos... mesmo sem saber!
4-10-2000
Esperei por ti amigo!
Mas não chegaste cedo...
E a vida acabou!
A culpa não é minha!
Pois... tua também não é!
Foi o desespero que levou a vida...
A vida fugiu e apareceu a morte...
Esta, sem saber porquê, não quis ficar...
Sentiu-se ofendida por não ter razão de ser!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
A triste lágrima
-Porque todos se esqueceram de chorar sem razão...
-Mas só se chora quando se está triste...
-NÃO! Chora-se quando por nós passam breves momentos de felicidade... e quando nós conseguimos decifrar o enigma da vida!
- Porque choras?
-Porque me apetece...
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
FOGO PERDIDO
MULHER
...
terça-feira, 4 de novembro de 2008
O Amor
- Quando o Amor vos fizer sinal,segui-o; ainda
que os seus caminhos sejam, duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem,
entregai-vos, mesmo que a espada escondida
na sua plumagem vos possa ferir.
E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte
ao sacudir os jardins.
Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos.
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol, também penetrará
até às raízes sacudindo o seu apego à terra.
Como braçadas de trigo vos leva,
malhava-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo para vos livrar do joio,
mói-vos até à brancura,
amassa-vos até ficardes maleáveis.
então entrega-vos ao seu fogo, para vos transformar
no pão sagrado no festim de Deus.
Tudo isto vos fará o amor, para conhecerdes
a fundo os segredos do vosso coração,
e através desse conhecimento vos tornardes
o coração da vida.
Mas se no vosso medo buscais apenas a paz do
amor, o prazer do amor,então mais vale cobrir a
nudez e sair do campo do amor
a caminho do mundo sem estações onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar, mas nunca todas as vossas lágrimas.
O Amor só dá de si e só recebe de si.
O Amor não possui,nem quer ser possuído.
Porque o amor basta ao amor.
E não tentar guiar o curso do
amor: porque o amor, se vos escolher, marcará
ele o vosso curso. O Amor não tem outro desejo
senão o de consumar-se.
Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão ser estes:
fundir-se e ser um ribeiro corrente a cantar
a sua melodia à noite.
Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligencia do amor
e sangrar de bom grado e alegremente.
Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor. Descansar
ao meio dia e meditar no extase do amor.
Voltar a casa ao crepúsculo e adormecer tendo no
coração uma prece pelo bem amado, e na boca
um canto de louvor."
Khalil Gibran
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Prisão
O alivio é um estranho... e não me quer!
Preto no branco, diziam lá atrás da porta!
Esqueço, apago tudo em mim e tento...
E em mim cresce desejo... e condeno-me à prisão!
Agora sei que é parte de mim... agora sei como soube bem!
Agora sei que não sigo só na solidão... e condeno-me à prisão...
Provoco ansia em mim e em quem o quiser!
E as lutas começam! e comigo levo todas as estrelas!
E é só mais um começo...
E o fim só o é, por força do desejo. E amanhã, procuro de novo qualquer coisa em mim!
E tento de novo esquecer que tudo tem um brilho, que tudo tem vazio...
Devolvo-te a razão, isto é coisa minha...
Alma minha, leva-me de vez para só mais um começo!
E não quero desesperar por te amar! Segue-me...
Quero que estejas a meu lado sempre que seguirmos...
E deixem-me sonhar com um grande amor, mesmo que caia redonda no chão!
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Karma
Suspira ao meu ouvido... Preciso de me envolver em fábulas!
Olha nos meus olhos, e sente o meu desejo!
Cheira a essência do meu pecado!
Preciso que toques minha Alma..."
Kaya Anvil
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
ONDE VAIS MORRER?!
quarta-feira, 16 de julho de 2008
De mim...
Mais uma vida que se segue... mais umas quantas tormentas...mais uns quantos devaneios...mais um louco que se apodera da alma!
Ouço a minha musica interior... reclamo suspiros... preciso saber permanecer!
É certo...vagabunda da essência!
Sem mesmo ter vontade, sonho...aprisionada neste plano de fantasia penso, e penso...penso...
Desconheço minha arte, mas amo a minha dor... e perco-me...
E a lua, que tantas vezes me enfeitiça, condena-me a esta sina!
Sem me dar conta lembro todos aqueles momentos em que senti tanto!!!
Porque me questionam? estas vozes não se silenciam...entranharam-se pelo meu corpo... confundem-se com a minha voz...
Porque me questiono? sinto...e livremente sonho!
E sem saber choro...sem saber...parece o fim!
Estranha noite de morte, entendo por fim...
A serpente muda de vidas...eu mudo de loucos!
Pois bem sei...sempre gostei mais do adeus...
Sempre gostei de me sentir despedaçar-me por dentro, a matar-me de prazer! breve...o instante em que tudo não passa de essência cognitiva!
Mais uma venda que queimo, e tudo parece tão mágico!
Sonhadora!
Deixem entrar a dama da fantasia!!!
Peçam à razão que fale baixinho...
Peçam chuva...
Reclamem musica...
Proclamem vida!
E por favor, não interrompam o sono da moça dor, ela está cansada de maltratar a alma!
Desencadeiam-se os pensamentos ,fogem da verdade e envolvem-se em mistério!
A esperança é de cristal...tomem cuidado!
O desejo é traiçoeiro...a vontade é singela...
É só um pequeno medo, não aterroriza a mente...mas domina o corpo...medo pequeno!
Juro viagens ao vadio, invento horizontes...o da magia, o da razão, o da liberdade, o da vida...e o vadio perde-se...pobre ser...
Deixo, suavemente a paixão encarna em mim, e eu deixo...conformada com o desejo...
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Breve desejo
quarta-feira, 28 de maio de 2008
PROA
Existi primeiros tempos, vingei o Ser!Recordações vivas, destino sonhado!Verdade sentida, justiça poética!Pura Alma...Prisão de Dor...Procura desenfreada de Amor...Poderei com um olhar, curar a inocência perdida?!
Vontade louca de sentir, luares de mel em meu desejo...Teia do impulso afasta a Dor fingida!!!A Sensação denuncia o personagem vivido!Caminho do Pensamento, signo do Poder...Razão transparente...Anjo da Dor...
Crente de sussurros, espero...Infinita melodia renascida...Mortificada a esperança, brotam tentações, e semeiam-se Loucos...Pintura de Prazer, tempo de Magia!Solidão surreal em minhas entrenhas...Cólera febril,morte anunciada...Glória de um naufrágio das memórias de um Outono!O Louco livre! Símbolo de desejo sufocado...
Alma de mistério...Setença fiel!
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Nobre sentir
Corri para alcançar o sossego, caí para sentir a verdade...
Porque me rejeitas? tão simples... a vontade de ser!
Pisas a minha dor, aniquilas a minha liberdade...
Sonho...e desejo...
Já não quero que me entreges a tua alma...
Algures no sonho da fantasia, será tudo essência...
Jamais te confessarei porque quero o teu sorriso!
PARA TI...(II)
Olho, e tudo se movimenta... breves ou demorados, pouco importa... há vida...
A dor da alma está adormecida, sem regresso anunciado... tudo corre!
O vazio que me preenchia, está repleto de luz...
Alegro-me e amo! não lembro a razão...
Respiro e bebo o elíxir de prazer do momento!
Penso... mas não duvido...
Flutuo em águas soltas, e vivo a liberdade!
sábado, 17 de maio de 2008
Quantas Tormentas Coleccionas?
Saudade do que se é… vontade absurda de fugir…
Demência do prazer, busca intemporal do amor!
Exigência impulsiva de sentir… estou a remar…
Para chegar…
Agonia insensata que me prende os movimentos, que desfaz a esperança… multiplicam-se os gritos de socorro… e ouço a perdida ataraxia chorar…
Ausentes os milagres, suplico luminosidade…mas o martírio domina a esfera, dá voltas e voltas…perturba o deslumbramento…
Hesito, e confesso aos fantasmas do marasmo meus anseios.
Perpetua-se a melancolia, a aura pigmenta-se e a alma descansa…
Quantas tormentas colecciono?!
Tantas quanto os enigmas que aprisiono em meu sentir!
Só para poder abraçar o infinito que me envolve, numa estranha e sedosa liberdade… e o luto? Segue a meu lado… e juntos enterramos a raiva e o pavor…
Por fim… só…
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Algodão de Pensamento
Regresso ao sonho da maravilha!
Encontro a lua de fantasia, escuto a voz da razão, e salto!
Vou ao limite a gritar… vou solta!
Desenho o marasmo do sentir…
Imploro verdade, mas esqueço!
Temo meu interior, desejo saber!
Duvido, insisto…liberto o corpo… e vagueio!
Penso!
Existo!
Até ao ser!
Ouço na vontade de criança, a alma da existência fugida…
Possuo em meus sonhos a majestosa loucura…
Melancolia de gestos…secretismos exuberantes!
Padeço de existir… e sonho!
Procuro no vazio, um solitário anjo caído!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Cadeia física da voz, não perturbes o meu sonho! Limita-te a escolher um horizonte…
Existem momentos, em que quase esqueço… instantes absolutos de ataraxia!
Houve num outro plano, um retrato pintado pela imaginação, que fazia o tempo parar, num relógio parado no tempo…
Os sonhos amedrontavam o ser!
Tudo caminhava a bem correr, para a perfeita ilusão…
Quem ousaria eliminar tão saborosa harmonia?! Quem erradamente determinaria a origem do prazer?!
Quais explicações empíricas surgiriam, para acalmar um ego maltratado?!
No tal sonho era possível com um simples gesto, acordar!
Na verdade a razão impera!
Sonhos?! São eles… responsáveis pela saudade!
Para que, então injecta-los na nossa inocência?
Acaba-se por perder os encantos de um amor… tão verdadeiro, tão forte!
Da união natural e imortal, surge a cruel e sofrida separação!
Da intuição nascem novos planos de tempo incansáveis…sugam…
Possuem tragos loucos de paixão!
As cores serão sempre as quentes… as gélidas ficam eternamente no sonho!
O escuro torna-se cada vez mais profundo, frio e doloroso!
Desta escuridão surge uma força… inexplicavelmente extasiante…
Possui-me…num canto invisível! Longe de tudo…
A noite apodera-se então das minhas mãos… e fá-las percorrer um corpo intacto de prazer…
Imagino o rosto de tal corpo…
Fica mais escuro ainda, a única coisa que consigo ver é desejo…a voar, a dançar!
Sinto o sangue a correr…
Respiro…suspiro…o inesperado acontece!
Bela e sensual… a chuva da fantasia!
terça-feira, 13 de maio de 2008
Para ti...
Rumo ao clímax da existência e … desisto…
Preciso de continuar a tentar, a existir…
Busco no horizonte sombrio a chama de meu ser!!!
Murmuro suavemente cantigas de amor, liberto vozes inquietantes…
Por trilhos deduzidos, caminho…
Sinto em mim o puro mel… a verdadeira cura!
Reflexo em tons de vida, retratos de esperança, musica da alma…
Quantas luas mais sofreram por ouvir?…
Tic-tac, tic-tac,tic-tac…
Ressuscito a cada história, continuo a existir!
Sozinha…livre no sonho!
domingo, 11 de maio de 2008
Black
jack
Na noite carnal, gritaste… e voaste!
Senti em mim o toque de veludo da tua alma! Fizeste-me sentir o gosto de ser especial… mas não ficas!
Sofro de prazer… desejo tudo e todos, como que uma fome que aniquila!
O limite aprisiona-me a um plano sombrio, de presença moribunda…
Aguardo…
Vou vivendo…
Compreendo por fim porque quiseste voar sozinho…
Saudade infinita de te ter!
Ser possuída por mil prazeres!
Meus gestos denunciam-me… declaram e gritam por dentro que te quero, sem mesmo ter certeza da eternidade!...
Mas tudo não passa da ânsia interior de viver… desespero e enlouqueço…
Sonho! E vivo histórias imaginadas, sofro!
Penso! E duvido do meu ser…
Espero por sinais… quero mais!
Murmuro para mim tudo aquilo que espero de ti!
Ouso desafiar o sentimento da tormenta, e embelezo os desprazeres de mim…
E no fundo jogo sozinha…
Boa noite feiticeira
sábado, 10 de maio de 2008

Falsamente imponho-me como rainha, e mostro um perfil de descontrolo… e como que num baloiço, perco o equilíbrio e acabo por me ferir… mas não é um sofrimento solitário, pois a cada vez que grito ao mundo que nasci rainha, uma plateia sofre por me amar, nem é bem o querer, pois não consigo ser de mais alguém que não de mim mesma!....
É irreal, bem sei… e porque continuam a amar as minhas dúvidas, os meus desencontros, os meus devaneios?!
A verdade é que anda por aí muita pessoa especial!...
A recordação de quem já fui, atormenta o meu caminho e volta muitas vezes ao ponto de partida… e levo comigo quem me ama!
Eu que não controlo o meu amor, e que me sinto incapacitada de me entregar profunda e verdadeiramente, carrego comigo o sacrifício… abro portas e janelas, mas o ar não chega!
Fico sempre surpresa e indignada quando percebo que é só ar! E eu sei que é tudo o que preciso para continuar a abrir portas e janelas! Mas a verdade é que só o faço com esperança de um momento qualquer saber, sem precisar de ter a certeza, que não precisarei mais de abrir qualquer porta ou janela… sem temer um engano!

Ninguém sabe ao certo o que aconteceu. Apenas a recordação de um cheiro…
Nessa noite não houve ninguém que escapasse das garras do mistério… todos oraram às estrelas! Invocaram espíritos, clamaram por chuva, imploraram milagres… mas foi o cheiro que lhes tomou os sentidos!
Hoje, quando duvidam de milagres, é paixão que sentem…
Basta! Não vale de nada tentar procurar a inocência dos sentimentos, quando nos entregamos à torridez da paixão…
Esta noite, certamente se irá ouvir, longinquamente, um eco perturbador de pedidos de socorro… e os loucos, esses irão perguntar que cheiro será aquele que paira no ar…e os que restam duvidam da sanidade mental de si próprios, e perguntam-se furiosamente:
“Que cheiro é esse, que só os escolhidos podem cheirar e sentir?!!!”