sexta-feira, 30 de maio de 2008

Breve desejo

Leve beijo sentido...suspiro enebriante... Quietude ou ilusao?saberei... Imaculado sentir,sugado por meu ser! Dormes em meu sonho,embelezas minha dor! Segues-me... Doloroso labirinto, o de te querer... Incerteza prateada, agonia teatral... Breve desejo... Poderoso sentir que me conduz ao mágico luar!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

PROA


Existi primeiros tempos, vingei o Ser!Recordações vivas, destino sonhado!Verdade sentida, justiça poética!Pura Alma...Prisão de Dor...Procura desenfreada de Amor...Poderei com um olhar, curar a inocência perdida?!

Vontade louca de sentir, luares de mel em meu desejo...Teia do impulso afasta a Dor fingida!!!A Sensação denuncia o personagem vivido!Caminho do Pensamento, signo do Poder...Razão transparente...Anjo da Dor...

Crente de sussurros, espero...Infinita melodia renascida...Mortificada a esperança, brotam tentações, e semeiam-se Loucos...Pintura de Prazer, tempo de Magia!Solidão surreal em minhas entrenhas...Cólera febril,morte anunciada...Glória de um naufrágio das memórias de um Outono!O Louco livre! Símbolo de desejo sufocado...

Alma de mistério...Setença fiel!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Nobre sentir

Porque me condenas? terá sido por te amar?
Corri para alcançar o sossego, caí para sentir a verdade...
Porque me rejeitas? tão simples... a vontade de ser!
Pisas a minha dor, aniquilas a minha liberdade...
Sonho...e desejo...
Já não quero que me entreges a tua alma...
Algures no sonho da fantasia, será tudo essência...
Jamais te confessarei porque quero o teu sorriso!

PARA TI...(II)

Nunca em tanta vida me senti tão louca!
Olho, e tudo se movimenta... breves ou demorados, pouco importa... há vida...
A dor da alma está adormecida, sem regresso anunciado... tudo corre!
O vazio que me preenchia, está repleto de luz...
Alegro-me e amo! não lembro a razão...
Respiro e bebo o elíxir de prazer do momento!
Penso... mas não duvido...
Flutuo em águas soltas, e vivo a liberdade!

sábado, 17 de maio de 2008

Quantas Tormentas Coleccionas?

Angústia interior sem sentido, doença sonhada, utópica melodia de tranquilidade…
Saudade do que se é… vontade absurda de fugir…
Demência do prazer, busca intemporal do amor!
Exigência impulsiva de sentir… estou a remar…
Para chegar…
Agonia insensata que me prende os movimentos, que desfaz a esperança… multiplicam-se os gritos de socorro… e ouço a perdida ataraxia chorar…
Ausentes os milagres, suplico luminosidade…mas o martírio domina a esfera, dá voltas e voltas…perturba o deslumbramento…
Hesito, e confesso aos fantasmas do marasmo meus anseios.
Perpetua-se a melancolia, a aura pigmenta-se e a alma descansa…
Quantas tormentas colecciono?!
Tantas quanto os enigmas que aprisiono em meu sentir!
Só para poder abraçar o infinito que me envolve, numa estranha e sedosa liberdade… e o luto? Segue a meu lado… e juntos enterramos a raiva e o pavor…
Por fim… só…

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Algodão de Pensamento

Salto…sorrio! Mistifico a névoa de mim…
Regresso ao sonho da maravilha!
Encontro a lua de fantasia, escuto a voz da razão, e salto!
Vou ao limite a gritar… vou solta!
Desenho o marasmo do sentir…
Imploro verdade, mas esqueço!
Temo meu interior, desejo saber!
Duvido, insisto…liberto o corpo… e vagueio!
Penso!
Existo!
Até ao ser!
Ouço na vontade de criança, a alma da existência fugida…
Possuo em meus sonhos a majestosa loucura…
Melancolia de gestos…secretismos exuberantes!
Padeço de existir… e sonho!
Procuro no vazio, um solitário anjo caído!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Silencio!
Cadeia física da voz, não perturbes o meu sonho! Limita-te a escolher um horizonte…
Existem momentos, em que quase esqueço… instantes absolutos de ataraxia!
Houve num outro plano, um retrato pintado pela imaginação, que fazia o tempo parar, num relógio parado no tempo…
Os sonhos amedrontavam o ser!
Tudo caminhava a bem correr, para a perfeita ilusão…
Quem ousaria eliminar tão saborosa harmonia?! Quem erradamente determinaria a origem do prazer?!
Quais explicações empíricas surgiriam, para acalmar um ego maltratado?!
No tal sonho era possível com um simples gesto, acordar!
Na verdade a razão impera!
Sonhos?! São eles… responsáveis pela saudade!
Para que, então injecta-los na nossa inocência?
Acaba-se por perder os encantos de um amor… tão verdadeiro, tão forte!
Da união natural e imortal, surge a cruel e sofrida separação!
Da intuição nascem novos planos de tempo incansáveis…sugam…
Possuem tragos loucos de paixão!
As cores serão sempre as quentes… as gélidas ficam eternamente no sonho!